São as formas de sentir.
Cada átomo em seu devido lugar, num formato absolutamente novo. Cada partícula em mim teria uma opinião agora. Havia uma imensa discussão a respeito das possibilidades do sentir. E o som das gotas despencando sobre o solo...Já estava amanhecendo e o mundo era...eu.
A lua em seu formato singular, e seu desespero de nunca ter sido sol.
Meus substantivos que insistem em ser verbo... São tantos numerais. Sinto os pés congelarem e meu coração explode de fervura. Eu sabia. Era verdade.
A verdade é que eu sempre fui assim, e não poderia ser diferente. Não por não saber, mas por não caber em mim. Só há possibilidade de ser um de cada vez...
Mas o um é outro e volta a ser um. Não, eu também não entendo.
Agora, são as gotas da música que despencam em minhas orelhas, todas elas. E as letras desabam sobre meu pensamento.
Aqui, não há espaço para tudo, mas é possível ser muitos, porque somos assim. Os pensamentos se entrelaçam e só o que resta é o transbordo. É uma maneira de dizer. É só uma delas.
As gotas sumiram, a música acabou, e minhas letras tomaram conta de mim. Hoje sou tão cada uma delas que virei gramática. Embora ainda não saiba qual a palavra que falta no meu vocabulário. Pois não saberia dizê-la. Mesmo assim, ela fica inteiramente pulsando em meus giros e sulcos. Não há mais nada o que fazer. Agora, são só frases que se perderam e ainda não encontraram o caminho.
Boa sorte, lua. Mas, eu ainda prefiro que jamais seja.