
E, depois disso, lá estava eu,
com os pés no chão,
olhando para um universo desconhecido.
Eu me desconhecia.
Eu me desconheço.
Não sei ao menos meu endereço,
e me perco.
Comigo foram três cruzes.
E, em seguida, lá estava eu,
com sangue escorrendo das mãos.
Sem saber qual a motivação que me fez voltar.
Entrei em três arcas,
mas sem par,
e ninguém me perdoou por isso.
(mas, o perdão também entrou sozinho).
Eu também abri os mares, mas foram três,
e, em seguida, eles me afogaram.
Minhas marés são a minha força e meu desespero,
e as minhas velas apagaram minha madrugada.
Tenho medo do tudo e do nada.