'Não era a vaidade que a atraia para o espelho, mas o espanto de descobrir-se" (Milan Kundera)
domingo, 7 de setembro de 2008
O violão da Rita
Agora me resta apenas o violão e meus sentidos. Seis sentidos em seis cordas. Agora meu ritmo mudou, minha batida descompassou, meus atalhos não são os mesmos. Agora só eu e minhas manias. São tantos tratos... Sobraram apenas fatias de mim, Agora? Ainda não quero rimar...
3 comentários:
Anônimo
disse...
Lindo e triste
Tem cordas que tocamos, outras que nos amarram, outras que nos enforcam.
A Rita matou nosso amor De vingança Nem herança deixou Não levou um tostão Porque não tinha não Mas causou perdas e danos Levou os meus planos Meus pobres enganos Os meus vinte anos O meu coração E além de tudo Me deixou mudo Um violão
3 comentários:
Lindo e triste
Tem cordas que tocamos, outras que nos amarram, outras que nos enforcam.
Tem rima que nem vale a pena
São tantos tratos e trastes, cordas e arranhões... A vida é muito assim.
E você, não rime. Nem tudo precisa estar justo para soar bem. É como afinar um violão: nem muito, nem pouco, apenas na medida... da alma.
Um abraço, Mar.
A Rita matou nosso amor
De vingança
Nem herança deixou
Não levou um tostão
Porque não tinha não
Mas causou perdas e danos
Levou os meus planos
Meus pobres enganos
Os meus vinte anos
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
Um violão
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