quarta-feira, 9 de julho de 2008

Peneira

Escondo o rosto do espelho.
Ainda não aprendi a me ver.
Pouco importa.
Se fecho a porta, tranco, e vou embora.
Quê fazes, você?
Reza, então, quem sabe pára de chover...
Escondo defeitos,
escolho no menu as melhores qualidades.
São fartas as opções.
Mas, eu não tenho condições...
Escondo minha vertigem e solidão.
Não sei falar de mim,
mas não faço outra coisa.
Assim, varro a sujeira
e meus passos viram canções.
Escondo com as mãos,
mas elas serão sempre peneiras.

2 comentários:

Pluto disse...

Lindo lindo
sábio é o sol
lindo é o cantar dos teus passos
quando o amanhã estende a mão

Com certeza neste menu tem ótimas palavras

Ramon de Alencar disse...

...
-E não adianta tapar o sol.
Essas palavras me foram pessoais